"Um filho é como um ramo despontado
do tronco já maduro que sou eu
um filho é como um pássaro deitado
no ninho da mulher que me escolheu
Um filho é ver-se um homem prolongado
no mundo da verdade em que nasceu
um filho é ver-se um homem atirado
das raízes da terra para o céu
Meu filho minha vida és meu sangue e meu carinho
meu pássaro de carne meu amor
meu filho que nasceste do ventre do carinho
da minha companheira que deu flor
João é um botão de cravo rubro
Joana é uma rosa cor de Abril
dois filhos que eu embalo e que descubro
que sendo só dois podem ser mil
Pois filhos do amor e da ternura
que sendo de todos não são de nenhum
e não há no mundo coisa mais pura
que agente amar em todos cada um"
http://youtu.be/nhE_231nx9c
Ary dos Santos
quinta-feira, 29 de março de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
Quanto tempo falta
O calendário é cruel
mostra os dias, as semanas e os meses
arruma-os ordenadamente
mas esconde o amargo do tempo que passa
do tempo que tarda, ou do tempo que voa.
porque desconhece que espero.
Não sei quanto tempo falta...
conto as horas e os dias, conto as semanas e vejo as luas mudarem,
conto os meses desde a partida e vejo a chegada das estações.
olho o céu, as nuvens, as estrelas e o sol que nasce cada manhã.
a ti nunca vejo.
ah se soubesse da angustia da partida
riscava os dias e apenas se via o abraço da chegada.
Mas espero pelo amanhã
para me ver sorrir.
olho e fico absorvida pelas voltas do tempo
no meu ensejo de o fazer avançar,
porque eu apenas espero por ti
sem tempo, sem passado nem futuro.
para nós não seria preciso calendário
apenas eu e tu.
mostra os dias, as semanas e os meses
arruma-os ordenadamente
mas esconde o amargo do tempo que passa
do tempo que tarda, ou do tempo que voa.
porque desconhece que espero.
Não sei quanto tempo falta...
conto as horas e os dias, conto as semanas e vejo as luas mudarem,
conto os meses desde a partida e vejo a chegada das estações.
olho o céu, as nuvens, as estrelas e o sol que nasce cada manhã.
a ti nunca vejo.
ah se soubesse da angustia da partida
riscava os dias e apenas se via o abraço da chegada.
Mas espero pelo amanhã
para me ver sorrir.
olho e fico absorvida pelas voltas do tempo
no meu ensejo de o fazer avançar,
porque eu apenas espero por ti
sem tempo, sem passado nem futuro.
para nós não seria preciso calendário
apenas eu e tu.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Encontros
Chegaste sozinho
Acompanhava-te a sombra do passado
No olhar a esperança de te encontrares,
Olhamo-nos e os nossos olhos abraçaram-se.
Sorriste e o meu coração chorou de saudade e eu sorri.
Reconheceste o meu sorriso e viste a rapariguinha de outrora a sorrir…
Tinhas um pedido urgente a fazer que ficou abafado no peito, e eu então ouvi-o,
Não cheguei a fazer o meu.
As palavras que dissemos não foram as que escutamos.
A tua mão avançou em direcção à minha, mas não pousou sobre a minha mão!
Que importa, se aquele olhar era agora suave e doce,
Que nem me deixava respirar,
Suave e doce como o teu riso que ecoava na sala.
Éramos apenas nós, a tua desilusão e eu.
Foste embora,
Mas a tua sombra ficou comigo.
Seguiste mais leve.
Não vejo o caminho, eu fico.
E espero, sem rumo e sem pressa
Na calma aparente dos dias calmos
olho o arco iris e peço um desejo, o mesmo do teu sonho,
e adormeço na lua onde tu acordas.
Estou aqui, onde sempre estive.
Acompanhava-te a sombra do passado
No olhar a esperança de te encontrares,
Olhamo-nos e os nossos olhos abraçaram-se.
Sorriste e o meu coração chorou de saudade e eu sorri.
Reconheceste o meu sorriso e viste a rapariguinha de outrora a sorrir…
Tinhas um pedido urgente a fazer que ficou abafado no peito, e eu então ouvi-o,
Não cheguei a fazer o meu.
As palavras que dissemos não foram as que escutamos.
A tua mão avançou em direcção à minha, mas não pousou sobre a minha mão!
Que importa, se aquele olhar era agora suave e doce,
Que nem me deixava respirar,
Suave e doce como o teu riso que ecoava na sala.
Éramos apenas nós, a tua desilusão e eu.
Foste embora,
Mas a tua sombra ficou comigo.
Seguiste mais leve.
Não vejo o caminho, eu fico.
E espero, sem rumo e sem pressa
Na calma aparente dos dias calmos
olho o arco iris e peço um desejo, o mesmo do teu sonho,
e adormeço na lua onde tu acordas.
Estou aqui, onde sempre estive.
segunda-feira, 19 de março de 2012
O PAI
Terra de semente inculta e bravia,
terra onde não há esteiros ou caminhos,
sob o sol minha vida se alonga e estremece.
Pai, nada podem teus olhos doces,
como nada puderam as estrelas
que me abrasam os olhos e as faces.
Escureceu-me a vista o mal de amor
e na doce fonte do meu sonho
outra fonte tremida se reflecte.
Depois... Pergunta a Deus porque me deram
o que me deram e porque depois
conheci a solidão do céu e da terra.
Olha, minha juventude foi um puro
botão que ficou por rebentar e perde
a sua doçura de seiva e de sangue.
O sol que cai e cai eternamente
cansou-se de a beijar... E o outono.
Pai, nada podem teus olhos doces.
Escutarei de noite as tuas palavras:
... menino, meu menino...
E na noite imensa
com as feridas de ambos seguirei.( in Pablo Neruda)
terra onde não há esteiros ou caminhos,
sob o sol minha vida se alonga e estremece.
Pai, nada podem teus olhos doces,
como nada puderam as estrelas
que me abrasam os olhos e as faces.
Escureceu-me a vista o mal de amor
e na doce fonte do meu sonho
outra fonte tremida se reflecte.
Depois... Pergunta a Deus porque me deram
o que me deram e porque depois
conheci a solidão do céu e da terra.
Olha, minha juventude foi um puro
botão que ficou por rebentar e perde
a sua doçura de seiva e de sangue.
O sol que cai e cai eternamente
cansou-se de a beijar... E o outono.
Pai, nada podem teus olhos doces.
Escutarei de noite as tuas palavras:
... menino, meu menino...
E na noite imensa
com as feridas de ambos seguirei.( in Pablo Neruda)
| Pinhão o seu lugar preferido |
quinta-feira, 8 de março de 2012
Mulher
Mulher é um ser muito especial
Mulher é aquele ser com aparencia frágil mas com uma tenacidade de guerreira,
que luta pelo amor,
pela justiça
e por um amanhã sorridente.
Chora quando embala o filho,
ri quando o seu coração chora,
abraça quando se sente só,
escuta quando ninguém a ouve.
Guarda no seu interior mistérios
e mostra ao mundo as imperfeições da vida.
Engole as lágrimas para te dar um sorriso,
acorda para te dar um momento do seu sono.
é mulher e mãe e irmã, amiga e amante,
fala com o olhar e cala quando conversa.
Erra nos caminhos, arrepende-se muitas vezes, perdoa outras tantas.
renova os seus votos sempre na esperança vã de ser feliz e de partilhar alegria
com todos quantos vivem no seu coração.
Feliz dia 8 de Março.
Mulher é aquele ser com aparencia frágil mas com uma tenacidade de guerreira,
que luta pelo amor,
pela justiça
e por um amanhã sorridente.
Chora quando embala o filho,
ri quando o seu coração chora,
abraça quando se sente só,
escuta quando ninguém a ouve.
Guarda no seu interior mistérios
e mostra ao mundo as imperfeições da vida.
Engole as lágrimas para te dar um sorriso,
acorda para te dar um momento do seu sono.
é mulher e mãe e irmã, amiga e amante,
fala com o olhar e cala quando conversa.
Erra nos caminhos, arrepende-se muitas vezes, perdoa outras tantas.
renova os seus votos sempre na esperança vã de ser feliz e de partilhar alegria
com todos quantos vivem no seu coração.
Feliz dia 8 de Março.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Ausencia
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Saudade
Saudade é o sentimento que fica no nosso coração quando alguém não está junto de nós.
Saudade é quando a dor da distância se mede em meses e dias cada vez mais compridos.
Saudade é não saber como parar as lágrimas, não saber como vencer a dor do silencio.
Saudade é olhar o sul e nele ver a tua lua nascer.
Saudade são as horas contadas minuto a minuto numa ansia de te encontrar.
Saudade é quando os dias se tornam mais longos, para além do sol posto sem saber o que fazer com o pensamento.
Saudade é ouvir o riso do outro no silencio da noite, é ouvir a sua voz quando nos chamam.
Saudade é recordar com o mesmo carinho de então, o passado, as conversas, os risos, os olhares, as cumplicidades vividas.
Saudade é tu estares aqui mesmo quando apenas olho a tua fotografia.
Saudade é o caminho que nos fez feliz um dia.
Saudade é esperar que esse dia regresse!
Saudade é quando a dor da distância se mede em meses e dias cada vez mais compridos.
Saudade é não saber como parar as lágrimas, não saber como vencer a dor do silencio.
Saudade é olhar o sul e nele ver a tua lua nascer.
Saudade são as horas contadas minuto a minuto numa ansia de te encontrar.
Saudade é quando os dias se tornam mais longos, para além do sol posto sem saber o que fazer com o pensamento.
Saudade é ouvir o riso do outro no silencio da noite, é ouvir a sua voz quando nos chamam.
Saudade é recordar com o mesmo carinho de então, o passado, as conversas, os risos, os olhares, as cumplicidades vividas.
Saudade é tu estares aqui mesmo quando apenas olho a tua fotografia.
Saudade é o caminho que nos fez feliz um dia.
Saudade é esperar que esse dia regresse!
sábado, 21 de janeiro de 2012
Na minha escola
Na minha escola havia poesia e livros e lápis e cadernos. Havia alunos e amigos e professores e risos e alegria. Havia tristeza, desapontamento, desilusão e mágoa. Havia festas e trabalho e muita dedicação. Havia tudo o que numa escola deve haver. Haviamos nós de nos encontrar.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Uma folha para colorir o teu dia
Gostava de ser folha de um livro. Se fosse folha de um livro seria, de umas vezes com letras seguidas, dando forma a um texto complexo e intrigante. Como complexos e intrigantes são os designios da vida.
Poderia ser uma folha colorida repleta de desenhos feitos por meninos de cinco anos. Porquê meninos de cinco anos? Porque os meninos de cinco anos sonham e vivem o sonho, e o sonho materializa-se. E eu também gostaria de ver os meus sonhos materializados. E para os meninos de cinco anos existem fadas que fazem dançar as letras. E eu gostaria de ser uma folha onde as letras dançassem para com elas poderes brincar e pronunciar as palavras que os teus olhos falam.
Também poderia ser uma folha branca para que alguém muito, muito apaixonado escrevesse palavras bonitas repletas de ternura e sentimento.
Gostaria de ser uma folha de um livro muito importante, com palavras muito dificeis, para que alguém descobrisse o seu significado e num grande suspiro fechá-lo e abraçá-lo nos seus braços fortes e compridos. Uma folha pintada de verde para dar esperança e alento ao lápis que timidamente esboçasse uns sarrabiscos por mim adiante, ou uma folha azul da cor do céu onde espreita um raio de sol e fizesse despontar o teu sorriso. Noutras seria uma página de um livro infantil, colorido e divertido onde os duendes e a imaginação se cruzassem com as vidas vividas e sonhadas que guardamos e que vivem na nossa memória. Mas se me deixares eu quero ser uma página na tua vida, melhor eu quero completar o livro da tua vida, colorir as páginas em branco, pintar das cores do arco iris os teus sonhos e acordar com a luz dos teus olhos a refletir a cor de prata dos meus cabelos.
domingo, 20 de novembro de 2011
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