domingo, 15 de abril de 2012

um dia na primavera

A Magnólia do Luis



O jardim do Torga


Azáleas


O vaso da avó


A gata da Bia

Risotto de cogumelos e vinha d'alhos

Os ingredientes:
  • 1 chávena de cogumelos selvagens
  • 1 chávena de carne cortada em pequenos cubos de vinha d'alhos
  • 125 de risotto (arroz arborio)
  • 1 cebola picada
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 1/2  copo de vinho branco
  • 50 gr de queijo parmesão
  • 500 cl de caldo
  • salsa, oregaos, coentros, sal e pimenta qb

Colocar o azeite no tacho, juntar a cebola e deixe que fique transparente.
Junte a carne de vinha d'alhos sem a calda, acrescente os cogumelos e deixe refogar.
Junte o arroz e mexa  (com uma colher de pau para não partir o arroz) e acrescente o vinho branco, volte a mexer até estar bem absorvido e vá acrescentando o caldo (aquecido) aos poucos e mexendo de vez em quando até o arroz ficar pronto. Desligue o fogão, retifique os temperos e junte o parmesão. Sirva de imediato.
(poderá usar um pouco da calda de vinh'alho onde macerou a carne, em substituição do vinho branco)

Nota: acompanhou com couve roxa cozida temperada com azeite e vinagre de vinho tinto

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O livro infantil


  



Existe um dia do livro infantil. Para mim todos os dias são dias de livros, e se forem livros infantis serão dias ainda mais risonhos. Porque nos livros infantis há o sonho e quando sonhamos escrevemos o final que mais desejamos, e o sonho realiza-se. As histórias começam quase sempre com "era uma vez..." e logo aí há suspense, emoção e sonho. São povoadas de fadas e de duendes, de bruxas e de malvados, mas estes terão sempre um castigo e aqueles a recompensa merecida. Nos livros infantis, as flores falam e dançam, as gotas de orvalho ouvem e dão conselhos, nas estrelas vivem os nossos amores e à noite o seu brilho são beijos nas faces coradas das crianças. Existem sereias e barcos naufragados, mas são todos felizes naquele mar imenso. As aves vivem em harmonia com raposas matreiras e lobos espertalhões. A lua guarda segredos e no cimo das montanhas existem tesouros imaginados. Quando eu era criança chorava ao ler os contos de Grimm, sonhava ser uma menina tão prendada e bondosa quanto a Anita, inventava aventuras quando lia histórias de encantar, procurava um mundo de palavras nos contos, imaginava o mundo à luz de cada uma das histórias.  Já não sou menina, já não sou criança, mas ainda sonho com palavras lidas e ainda invento palavras para me divertir. Talvez seja por isso que quando viajo sozinha com o meu filho o nosso jogo preferido é dizer palavras. Habituei-me a falar com as palavras e elas ouvem-me, e nelas encontro as respostas que procuro e acalmam os meus anseios tal como quando era criança e lia os livros infantis. Adoro ler livros infantis, porque assim posso esquecer-me que já não sou criança.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Páscoa de 2012

Páscoa é viver a verdade interior de cada um de nós, é partilhar esperanças e lutar para vencer o sofrimento.
É renascer no amor e renovar todos os dias a fé em Cristo, é Guardá-lo no coração.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Balada para os nossos filhos (F. Tordo)

"Um filho é como um ramo despontado
do tronco já maduro que sou eu
um filho é como um pássaro deitado
no ninho da mulher que me escolheu
Um filho é ver-se um homem prolongado
no mundo da verdade em que nasceu
um filho é ver-se um homem atirado
das raízes da terra para o céu
Meu filho minha vida és meu sangue e meu carinho
meu pássaro de carne meu amor
meu filho que nasceste do ventre do carinho
da minha companheira que deu flor
João é um botão de cravo rubro
Joana é uma rosa cor de Abril
dois filhos que eu embalo e que descubro
que sendo só dois podem ser mil
Pois filhos do amor e da ternura
que sendo de todos não são de nenhum
e não há no mundo coisa mais pura
que agente amar em todos cada um"

http://youtu.be/nhE_231nx9c

Ary dos Santos

quarta-feira, 28 de março de 2012

Quanto tempo falta

O calendário é cruel
mostra os dias, as semanas e os meses
arruma-os ordenadamente
mas esconde o amargo do tempo que passa
do tempo que tarda, ou do tempo que voa.
porque desconhece que espero.
Não sei quanto tempo falta...
conto as horas e os dias, conto as semanas e vejo as luas mudarem,
conto os meses desde a partida e vejo a chegada das estações.
olho o céu, as nuvens, as estrelas e o sol que nasce cada manhã.
a ti nunca vejo.
ah se soubesse da angustia da partida
riscava os dias e apenas se via o abraço da chegada.
Mas espero pelo  amanhã
para me ver sorrir.
olho e fico absorvida pelas voltas do tempo
no meu ensejo de o fazer avançar,
porque eu apenas espero por ti
sem tempo, sem passado nem futuro.
para nós não seria preciso calendário
apenas eu e tu.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Encontros

Chegaste sozinho
Acompanhava-te a sombra do passado
No olhar a esperança de te encontrares,
Olhamo-nos e os nossos olhos abraçaram-se.
Sorriste e o meu coração chorou de saudade e eu sorri.
Reconheceste o meu sorriso e viste a rapariguinha de outrora a sorrir…
Tinhas um pedido urgente a fazer que ficou abafado no peito, e eu então ouvi-o,
Não cheguei a fazer o meu.
As palavras que dissemos não foram as que escutamos.
A tua mão avançou em direcção à minha, mas não pousou sobre a minha mão!
Que importa, se aquele olhar era agora suave e doce,
Que nem me deixava respirar,
Suave e doce como o teu riso que ecoava na sala.
Éramos apenas nós, a tua desilusão e eu.
Foste embora,
Mas a tua sombra ficou comigo.
Seguiste mais leve.
Não vejo o caminho, eu fico.
E espero, sem rumo e sem pressa
Na calma aparente dos dias calmos
olho o arco iris e peço um desejo, o mesmo do teu sonho,
e adormeço na lua onde tu acordas.
Estou aqui, onde sempre estive.





segunda-feira, 19 de março de 2012

O PAI

Terra de semente inculta e bravia,
terra onde não há esteiros ou caminhos,
sob o sol minha vida se alonga e estremece.
Pai, nada podem teus olhos doces,
como nada puderam as estrelas
que me abrasam os olhos e as faces.
Escureceu-me a vista o mal de amor
e na doce fonte do meu sonho
outra fonte tremida se reflecte.
Depois... Pergunta a Deus porque me deram
o que me deram e porque depois
conheci a solidão do céu e da terra.
Olha, minha juventude foi um puro
botão que ficou por rebentar e perde
a sua doçura de seiva e de sangue.
O sol que cai e cai eternamente
cansou-se de a beijar... E o outono.
Pai, nada podem teus olhos doces.
Escutarei de noite as tuas palavras:
... menino, meu menino...
E na noite imensa
com as feridas de ambos seguirei.( in Pablo Neruda)



Pinhão o seu lugar preferido


quinta-feira, 8 de março de 2012

Mulher

Mulher é um ser muito especial
Mulher é aquele ser com aparencia frágil mas com uma tenacidade de guerreira,
que luta pelo amor,
pela justiça
e por um amanhã sorridente.
Chora quando embala o filho,
ri quando o seu coração chora,
abraça quando se sente só,
escuta quando ninguém a ouve.
Guarda no seu interior mistérios
e mostra ao mundo as imperfeições da vida.
Engole as lágrimas para te dar um sorriso,
acorda para te dar um momento do seu sono.
é mulher e mãe e irmã, amiga e amante,
fala com o olhar e cala quando conversa.
Erra nos caminhos, arrepende-se muitas vezes, perdoa outras tantas.
renova os seus votos sempre na esperança vã de ser feliz e de partilhar alegria
com todos quantos vivem no seu coração.
Feliz dia 8 de Março.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ausencia

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade





 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Saudade

Saudade é o sentimento que fica no nosso coração quando alguém não está junto de nós.
Saudade é quando a dor da distância se mede em meses e dias cada vez mais compridos.
Saudade é não saber como parar as lágrimas, não saber como vencer a dor do silencio.
Saudade é olhar o sul e nele ver a tua lua nascer.
Saudade são as horas contadas minuto a minuto numa ansia de te encontrar.
Saudade é quando os dias se tornam mais longos, para além do sol posto sem saber o que fazer com o pensamento.
Saudade é ouvir o riso do outro no silencio da noite, é ouvir a sua voz quando nos chamam.
Saudade é recordar com o mesmo carinho de então, o passado, as conversas, os risos, os olhares, as cumplicidades vividas.
Saudade é tu estares aqui mesmo quando apenas olho a tua fotografia.
Saudade é o caminho que nos fez feliz um dia.
Saudade é esperar que esse dia regresse!