A inspiração quando chega encontra-me a trabalhar ....
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Dia mundial do livro
Hoje é dia mundial do livro. Não existe apenas um dia para ler um bom livro. Ler é meter o nariz numa caldeirada de letras, é tirar o pó com os dedos, folhear algumas páginas distraidamente. Um livro é um bem precioso, para o conhecer é preciso passar tempo com ele, observar o contorno da trama, dedicar-lhe tempo, acariciar-lhe a lombada, abraça-lo junto ao peito, percorrer amorosamente as estantes da livraria à procura daquele. Ou seja um livro é um amigo a quem cativamos e que nos cativa ou não. O livro transmite-nos emoções, partilha dos nossos sentimentos, faz companhia nos dias cinzentos e sombrios, dá-nos alegrias e enche-nos de auto estima, mas por vezes deixa-nos um sabor amargo, e sacode as tristezas das suas páginas sob os nossos olhos. Tal como os amigos podem ser novos ou velhos, com páginas amarelecidas pelo tempo ou de aspecto novo e brilhante.
Tenho uma lista de livros que quero ler, não sei se os vou ler um dia. Não sei sequer se terei vida suficiente para ler todos os livros que quero. Adoro receber presentes, como todas as raparigas, e em cada palavra que leio recebo um presente. Também tu apareceste em forma de presente, não és um livro, mas tens folhas ainda por decifrar. Mereces um fim feliz, tal como o dos livros, um mundo para além deste mundo em que penas, mas não conheces a rapariga que lê. Ela está bem na tua frente mas não vês o colorido que ela te aponta, porque não o consegues imaginar. A vida foi cruel contigo tal como acontece nas histórias traçadas em muitos livros.Aprendeste a viver apenas com o presente, e o que conta é o agora. Por isso partiste desiludido e triste, porque não sabes procurar um fim diferente do imaginado, não sabes pedir, nem sabes mostrar. E os livros não são todos iguais, até pelo volume e pelo grafismo se diferenciam. um pode precisar de mais tempo, que o outro, de outra forma de agir e de pensar para tirar o mesmo prazer do momento. E nos livros tal como na vida quando pensamos podemos estar sozinhos, mas quando falamos precisamos de interlocutor e quando agimos precisamos que o outro compreenda o sentido do que pretendemos. A vida é um livro com páginas escritas e amarelecidas pelo tempo e com páginas em branco à espera do presente que pode ser o futuro onde poderemos escrever, se soubermos, o sentido que queremos dar à nossa vida.
domingo, 15 de abril de 2012
Risotto de cogumelos e vinha d'alhos
Os ingredientes:
Colocar o azeite no tacho, juntar a cebola e deixe que fique transparente.
Junte a carne de vinha d'alhos sem a calda, acrescente os cogumelos e deixe refogar.
Junte o arroz e mexa (com uma colher de pau para não partir o arroz) e acrescente o vinho branco, volte a mexer até estar bem absorvido e vá acrescentando o caldo (aquecido) aos poucos e mexendo de vez em quando até o arroz ficar pronto. Desligue o fogão, retifique os temperos e junte o parmesão. Sirva de imediato.
(poderá usar um pouco da calda de vinh'alho onde macerou a carne, em substituição do vinho branco)
- 1 chávena de cogumelos selvagens
- 1 chávena de carne cortada em pequenos cubos de vinha d'alhos
- 125 de risotto (arroz arborio)
- 1 cebola picada
- 2 colheres de sopa de azeite
- 1/2 copo de vinho branco
- 50 gr de queijo parmesão
- 500 cl de caldo
- salsa, oregaos, coentros, sal e pimenta qb
Colocar o azeite no tacho, juntar a cebola e deixe que fique transparente.
Junte a carne de vinha d'alhos sem a calda, acrescente os cogumelos e deixe refogar.
Junte o arroz e mexa (com uma colher de pau para não partir o arroz) e acrescente o vinho branco, volte a mexer até estar bem absorvido e vá acrescentando o caldo (aquecido) aos poucos e mexendo de vez em quando até o arroz ficar pronto. Desligue o fogão, retifique os temperos e junte o parmesão. Sirva de imediato.
(poderá usar um pouco da calda de vinh'alho onde macerou a carne, em substituição do vinho branco)
Nota: acompanhou com couve roxa cozida temperada com azeite e vinagre de vinho tinto
quinta-feira, 5 de abril de 2012
O livro infantil
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Páscoa de 2012
Páscoa é viver a verdade interior de cada um de nós, é partilhar esperanças e lutar para vencer o sofrimento.
É renascer no amor e renovar todos os dias a fé em Cristo, é Guardá-lo no coração.
É renascer no amor e renovar todos os dias a fé em Cristo, é Guardá-lo no coração.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Balada para os nossos filhos (F. Tordo)
"Um filho é como um ramo despontado
do tronco já maduro que sou eu
um filho é como um pássaro deitado
no ninho da mulher que me escolheu
Um filho é ver-se um homem prolongado
no mundo da verdade em que nasceu
um filho é ver-se um homem atirado
das raízes da terra para o céu
Meu filho minha vida és meu sangue e meu carinho
meu pássaro de carne meu amor
meu filho que nasceste do ventre do carinho
da minha companheira que deu flor
João é um botão de cravo rubro
Joana é uma rosa cor de Abril
dois filhos que eu embalo e que descubro
que sendo só dois podem ser mil
Pois filhos do amor e da ternura
que sendo de todos não são de nenhum
e não há no mundo coisa mais pura
que agente amar em todos cada um"
http://youtu.be/nhE_231nx9c
Ary dos Santos
do tronco já maduro que sou eu
um filho é como um pássaro deitado
no ninho da mulher que me escolheu
Um filho é ver-se um homem prolongado
no mundo da verdade em que nasceu
um filho é ver-se um homem atirado
das raízes da terra para o céu
Meu filho minha vida és meu sangue e meu carinho
meu pássaro de carne meu amor
meu filho que nasceste do ventre do carinho
da minha companheira que deu flor
João é um botão de cravo rubro
Joana é uma rosa cor de Abril
dois filhos que eu embalo e que descubro
que sendo só dois podem ser mil
Pois filhos do amor e da ternura
que sendo de todos não são de nenhum
e não há no mundo coisa mais pura
que agente amar em todos cada um"
http://youtu.be/nhE_231nx9c
Ary dos Santos
quarta-feira, 28 de março de 2012
Quanto tempo falta
O calendário é cruel
mostra os dias, as semanas e os meses
arruma-os ordenadamente
mas esconde o amargo do tempo que passa
do tempo que tarda, ou do tempo que voa.
porque desconhece que espero.
Não sei quanto tempo falta...
conto as horas e os dias, conto as semanas e vejo as luas mudarem,
conto os meses desde a partida e vejo a chegada das estações.
olho o céu, as nuvens, as estrelas e o sol que nasce cada manhã.
a ti nunca vejo.
ah se soubesse da angustia da partida
riscava os dias e apenas se via o abraço da chegada.
Mas espero pelo amanhã
para me ver sorrir.
olho e fico absorvida pelas voltas do tempo
no meu ensejo de o fazer avançar,
porque eu apenas espero por ti
sem tempo, sem passado nem futuro.
para nós não seria preciso calendário
apenas eu e tu.
mostra os dias, as semanas e os meses
arruma-os ordenadamente
mas esconde o amargo do tempo que passa
do tempo que tarda, ou do tempo que voa.
porque desconhece que espero.
Não sei quanto tempo falta...
conto as horas e os dias, conto as semanas e vejo as luas mudarem,
conto os meses desde a partida e vejo a chegada das estações.
olho o céu, as nuvens, as estrelas e o sol que nasce cada manhã.
a ti nunca vejo.
ah se soubesse da angustia da partida
riscava os dias e apenas se via o abraço da chegada.
Mas espero pelo amanhã
para me ver sorrir.
olho e fico absorvida pelas voltas do tempo
no meu ensejo de o fazer avançar,
porque eu apenas espero por ti
sem tempo, sem passado nem futuro.
para nós não seria preciso calendário
apenas eu e tu.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Encontros
Chegaste sozinho
Acompanhava-te a sombra do passado
No olhar a esperança de te encontrares,
Olhamo-nos e os nossos olhos abraçaram-se.
Sorriste e o meu coração chorou de saudade e eu sorri.
Reconheceste o meu sorriso e viste a rapariguinha de outrora a sorrir…
Tinhas um pedido urgente a fazer que ficou abafado no peito, e eu então ouvi-o,
Não cheguei a fazer o meu.
As palavras que dissemos não foram as que escutamos.
A tua mão avançou em direcção à minha, mas não pousou sobre a minha mão!
Que importa, se aquele olhar era agora suave e doce,
Que nem me deixava respirar,
Suave e doce como o teu riso que ecoava na sala.
Éramos apenas nós, a tua desilusão e eu.
Foste embora,
Mas a tua sombra ficou comigo.
Seguiste mais leve.
Não vejo o caminho, eu fico.
E espero, sem rumo e sem pressa
Na calma aparente dos dias calmos
olho o arco iris e peço um desejo, o mesmo do teu sonho,
e adormeço na lua onde tu acordas.
Estou aqui, onde sempre estive.
Acompanhava-te a sombra do passado
No olhar a esperança de te encontrares,
Olhamo-nos e os nossos olhos abraçaram-se.
Sorriste e o meu coração chorou de saudade e eu sorri.
Reconheceste o meu sorriso e viste a rapariguinha de outrora a sorrir…
Tinhas um pedido urgente a fazer que ficou abafado no peito, e eu então ouvi-o,
Não cheguei a fazer o meu.
As palavras que dissemos não foram as que escutamos.
A tua mão avançou em direcção à minha, mas não pousou sobre a minha mão!
Que importa, se aquele olhar era agora suave e doce,
Que nem me deixava respirar,
Suave e doce como o teu riso que ecoava na sala.
Éramos apenas nós, a tua desilusão e eu.
Foste embora,
Mas a tua sombra ficou comigo.
Seguiste mais leve.
Não vejo o caminho, eu fico.
E espero, sem rumo e sem pressa
Na calma aparente dos dias calmos
olho o arco iris e peço um desejo, o mesmo do teu sonho,
e adormeço na lua onde tu acordas.
Estou aqui, onde sempre estive.
segunda-feira, 19 de março de 2012
O PAI
Terra de semente inculta e bravia,
terra onde não há esteiros ou caminhos,
sob o sol minha vida se alonga e estremece.
Pai, nada podem teus olhos doces,
como nada puderam as estrelas
que me abrasam os olhos e as faces.
Escureceu-me a vista o mal de amor
e na doce fonte do meu sonho
outra fonte tremida se reflecte.
Depois... Pergunta a Deus porque me deram
o que me deram e porque depois
conheci a solidão do céu e da terra.
Olha, minha juventude foi um puro
botão que ficou por rebentar e perde
a sua doçura de seiva e de sangue.
O sol que cai e cai eternamente
cansou-se de a beijar... E o outono.
Pai, nada podem teus olhos doces.
Escutarei de noite as tuas palavras:
... menino, meu menino...
E na noite imensa
com as feridas de ambos seguirei.( in Pablo Neruda)
terra onde não há esteiros ou caminhos,
sob o sol minha vida se alonga e estremece.
Pai, nada podem teus olhos doces,
como nada puderam as estrelas
que me abrasam os olhos e as faces.
Escureceu-me a vista o mal de amor
e na doce fonte do meu sonho
outra fonte tremida se reflecte.
Depois... Pergunta a Deus porque me deram
o que me deram e porque depois
conheci a solidão do céu e da terra.
Olha, minha juventude foi um puro
botão que ficou por rebentar e perde
a sua doçura de seiva e de sangue.
O sol que cai e cai eternamente
cansou-se de a beijar... E o outono.
Pai, nada podem teus olhos doces.
Escutarei de noite as tuas palavras:
... menino, meu menino...
E na noite imensa
com as feridas de ambos seguirei.( in Pablo Neruda)
| Pinhão o seu lugar preferido |
quinta-feira, 8 de março de 2012
Mulher
Mulher é um ser muito especial
Mulher é aquele ser com aparencia frágil mas com uma tenacidade de guerreira,
que luta pelo amor,
pela justiça
e por um amanhã sorridente.
Chora quando embala o filho,
ri quando o seu coração chora,
abraça quando se sente só,
escuta quando ninguém a ouve.
Guarda no seu interior mistérios
e mostra ao mundo as imperfeições da vida.
Engole as lágrimas para te dar um sorriso,
acorda para te dar um momento do seu sono.
é mulher e mãe e irmã, amiga e amante,
fala com o olhar e cala quando conversa.
Erra nos caminhos, arrepende-se muitas vezes, perdoa outras tantas.
renova os seus votos sempre na esperança vã de ser feliz e de partilhar alegria
com todos quantos vivem no seu coração.
Feliz dia 8 de Março.
Mulher é aquele ser com aparencia frágil mas com uma tenacidade de guerreira,
que luta pelo amor,
pela justiça
e por um amanhã sorridente.
Chora quando embala o filho,
ri quando o seu coração chora,
abraça quando se sente só,
escuta quando ninguém a ouve.
Guarda no seu interior mistérios
e mostra ao mundo as imperfeições da vida.
Engole as lágrimas para te dar um sorriso,
acorda para te dar um momento do seu sono.
é mulher e mãe e irmã, amiga e amante,
fala com o olhar e cala quando conversa.
Erra nos caminhos, arrepende-se muitas vezes, perdoa outras tantas.
renova os seus votos sempre na esperança vã de ser feliz e de partilhar alegria
com todos quantos vivem no seu coração.
Feliz dia 8 de Março.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
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