sábado, 5 de janeiro de 2013

77 palavras com provérbios


Desafio: utilizando o provérbio Bom saber é o calar, até ser tempo de falar
construir um texto de 77 palavras.
Bom é tentar
Saber ou não saber
É sempre uma questão
O aprender a lição
Calar no momento certo
Até se nos dar razão
Ser uma consciência inquieta, viva e ativa, pois chegou o
Tempo de ser participativo, de nos mobilizarmos para o bem público, melhorar a condição humana dos que nos estão próximos.
De
Falar de felicidade obriga ser virtuoso na capacidade de criar harmonia ao nosso redor, ser firme nos propósitos e sensato nas decisões.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Amor

Fui ao cinema. Do filme sabia apenas duas coisas. Chama-se Amor e tem como atriz Isabelle Huppert. Não li a sinopse do filme, não vim ao youtube procurar o vídeo promotor nem procurei sobre atores, realizador ou língua em que foi produzido. Apenas procurei a hora e a sala de cinema mais próxima, como sempre. Para quê saber mais, o filme logo conta. E hoje ficar sozinha seria pior que ver um mau filme. Mas o filme é bom, belissimo! Muito bonito. Daqueles filmes que todos deveríamos ir ver. Não é para ver sozinho (eu vi) mas para levar quem poderá segurar a nossa mão. Procurar a mão do outro a meio do filme. Porque é preciso. Porque deveríamos saber segurar a mão do outro, muitas vezes. Aquela pessoa que chora em silêncio, que escolhemos para a vida, quem vive sob a nossa respiração. Nem sempre acontece, raramente acontece. E é pena...
A Isabelle nem sequer é a atriz principal, que é Emmnuelle Riva, atriz francesa e otogenária tal como George, o ator Jean Louis Trintignant, e o tema é o amor posto à prova em fim de vida. 
A relação com o sofrimento e a morte de quem mais se ama. 
É um filme intenso, dorido, sofrido, terno, cheio de encanto e de realidades de vida. É um filme que retrata o fim de uma vida bonita, corajosa e doce. É um filme para podermos chorar as nossas dores.




quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Perdi-me nos teus encantos e deixei o meu decote
na tua camisa. O teu perfume ficou no linho dos lençóis
E veio agarrado à minha pele. E o sol já adormece
Por entre os fumos da ilha em mágicas baforadas brancas.
Anda comigo ver o crepúsculo da nossa janela
E olhar a lua. Que é só nossa, como das outras vezes.

Quando a quilha desaparecer nas ondas do mar
Vou saber que hoje não regressas ao cais.
Assim me vou descontando dos dias de espera
E antes de adormecer invejo as lágrimas de orvalho
Que vão secar ao amanhecer. As minhas vão parar
No mar errante de cada página, onde o mareante sou eu.

Neste céu onde as palavras pararam ontem
Não vejo o teu rosto e leio palavras que sinto são minhas
Mas vejo os teus pés, que vieram para me encontrar
E quebrar a distância e o medo.
Tocar levemente as folhas, deixar que se abra como um livro
E conhecer esta côncava harmonia.




terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Anna Karenina


Todas as famílias felizes são iguais. As infelizes são cada uma à sua maneira

Anna Karenina, realizado por Joe Wright conseguiu a liberdade absoluta na interpretação do romance clássico  (uma obra prima) de Leon Tolstoy. Por isso resulta num filme muito bonito de uma qualidade visual invulgar. A maior parte da história é filmada como se de uma peça de teatro se tratasse, tudo se passando num palco, ignorando a vastidão da Rússia.
Numa aristocrata sociedade da Rússia Czarista no final do século XIX Anna (Keira Knightley), casada com um funcionário do governo Alexei Karenin (Jude Law) é chamada para consolar a cunhada vitima das infidelidades do marido. Na viagem conhece o conde Vronsky (Aaron Johnson) que passa a cortejá-la, e Anna que parece ter tudo para ser feliz, constata que vive presa num casamento onde lhe falta o brilho da paixão e o quanto a vida é vazia até se render ao impetuoso conde e ter de lutar contra as convenções sociais para viver esse romance.
É uma história de amor, e é muito bonita e sofrida, outra forma não há para alimentar o coração. 






segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Novo Ano

Novo Ano em 77 palavras

De portas abertas ao espanto, o Novo Ano começou!
Num mundo de rimas e de sonhos, de poemas e de poetas e de cidades repletas de vida, cor e de movimento.
Com janelas abertas para os jardins, para os museus e para bibliotecas cheias de vida, onde vivem e dormem os escritores.
Se não houvesse horários, nem preocupações de vida, nem lamentos, nem miséria...
Aí sim, seria um verdadeiro Novo Ano Bom em toda a sua plenitude!



Foto: Orquídea do meu jardim

domingo, 30 de dezembro de 2012

Caminho

O caminho é longo
E o horizonte nem sempre claro,
Sem bússola nem mapa,
na imensidão branca e fria
A suavidade é apenas uma aparência.
Hei-de inventar um poema
E dizer o que sinto
Sem sentir frio.
Depois, quando tiver escrito,
Saberei que viveste
Uma história de amor
Sem fim
Que prossegue
além de mim
No caminho.



No inventário dos livros

A nossa vida é muito especial e por isso devíamos dar mais atenção aos nossos gostos, aos nossos desejos ao que nos faz vibrar e sentir viver. Nem sempre o fazemos, nem sempre o lembramos. Traçar objetivos, concretizar projetos e aspirações serão uma boa forma de cultivar esse prazer que raramente nos permitimos sentir. 
Um dos meus grandes prazeres é ler, horas e horas sem sentir o tempo, apenas o cheiro das folhas e o desenrolar das páginas.Todos os anos me proponho ler imenso, coisa que depois não se concretiza por motivos vários, o maior inimigo é sempre o tempo que teima em escorregar por entre as horas do dia e desaparecer na escuridão da noite sem tréguas nem contemplação.
O terminar de um ano é um pouco um fim de ciclo, de renovação de ideias, de novos projetos e novas ambições. 
Tal como aqueles que amamos são eternos na nossa memória e no nosso coração e sempre presentes, seja qual for a forma de se manifestar essa presença, assim é com os livros. Fica sempre um pouco deles na nossa memória, nas nossas recordações. Por isso um livro é um amigo, uma companhia, uma paixão!
Alguns dos livros que li (alguns deles reli) em 2012 e dos quais guardo muitas e muito boas recordações:

Mãe - Pearl S. Buck
Adoecer - Hélia Correia
A fada Oriana - Sophia de Mello Breyner Adresen
O meu primeiro Miguel Torga - João Pedro Mésseder
A morte no retrovisor - Vasco Graça Moura
Na Rua Arabe - Nuno Rogeiro
O caminho para a servidão - Friedrich Hayek
A tia Tula - Miguel Unamuno
A confissão da leoa - Mia Couto
Anna Karenine - Leo Tolstoy
Quarto livro de crónicas - António Lobo Antunes
As vindimas - Miguel Torga
A valsa esquecida - Anne Enright
Agridoce - Roopa Farooki
Vento Suão - Rosa Lobato de Faria
Poesia Reunida - Maria do Rosário Pedreira
Os subterrâneos da Liberdade - Jorge Amado
D.Estefânia um trágico amor- Sara Rodi
Os dois corvos - Aldous Huxley
Os ciganos - Sophia de Mello Breyner Adresen e Pedro Sousa Tavares
Quando sopra o vento norte -Daniel Glattauer
Eu Leonor Teles, a rainha maldita - María Pilar Queralt del Hierro




quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Pudim de abóbora


Um pudim muito saboroso, muito leve e muito prático para fazer nesta época de tanta doçaria, mas em que falta por vezes uma sobremesa menos pesada em farinha.
Como eu gosto muito de todas as receitas doces que levam abóbora e as abóboras são estrelas, pela sua cor amarelada, transmitem conforto, esta também posso dizer é uma das minhas preferidas, pois com a polpa rica da abóbora as sobremesas fazem as delícias desta família

Ingredientes:
500 gr de abóbora cozida e escorrida
3 ovos inteiros
1 colher de sopa de farinha maizena
220 gr de açucar
50 gr manteiga derretida
50 gr côco ralado (opção)

Para o caramelo:
1 chávena de açucar
1/2 chávena de agua
sumo e raspa de uma laranja grande

Fazer o ponto de caramelo (claro ) e depois juntar a raspa e o sumo de laranja de forma a ficar bem aromatizado. Deitar na forma de pudim e barrar bem.

Depois de cozida e escorrida a abóbora desfaz-se bem com um garfo e juntam-se os restantes ingredientes, batendo bem, com a varinha de arames.

Colocar o preparado na forma e levar a cozer em banho maria durante cerca de uma hora.

Deixar arrefecer bem antes de servir (deixar de um dia para o outro) e decorar a gosto, eu coloquei fios de ovos que tinha nesta ocasião.

Bom Apetite!




O Natal é aquilo que somos e o que fazemos pelos outros


Natal é um estado de espírito, onde as tradições são um modo de vida, de saborear e de partilhar. Numa família onde houver crianças, é viver a magia da celebração da inocência. É um presépio em permanente mutação, com as figuras ora longe, ora próximas em adoração profunda do Menino.
Reunida a família viver os valores cristãos e a força dos afetos, a confusão de vozes em volta da mesa, os aromas das especiarias que chegam da cozinha e que me seduzem entre a abóbora cozida a transmitir calor e aconchego, as filhoses quentinhas e cheias de açucar que são deliciosas, as couves numa grande panela em fervura acelerada ou o bacalhau luzidio e regado com aquele azeite suave e quase doce de tão pouca acidez que comporta. São mimos para partilhar com quem mais gostamos nesta época de amor e aconchego. Mas eu, nunca fico plenamente realizada com estes proveitos, fico sempre aquém daquilo que pretendo dar, realizar ou partilhar. 


O tempo em dezembro passa a correr, eu imagino e planeio sempre imensas coisas e depois tudo é feito à última da hora: as decorações, os presentes (compro pouca coisa e faço compotas e frasquinhos disto e daquilo para personalizar), mas o que conta mesmo é celebrar e partilhar com um toque de carinho ou muito amor ou até só apenas de amizade, tudo muito sentido e querido. E depois nunca esquecer os cartões de Boas Festas, personalizados, manuscritos por alguém que pensava em nós no ato de o escrever e enviar, tradição que se vai perdendo com o recurso cada vez mais difundido das mensagens eletrónicas uniformizadas e pouco personalizadas. Porque o Natal é o momento para aproximação, estabelecer laços muitas vezes enfraquecidos, marcarmos a diferença, e para mim é importante sentir que posso contribuir para fazer alguém sorrir, fazer algo único e especial que me deixa feliz, com a alma cheia. 


Espero que o vosso Natal a todos tenha mostrado o sentido do presépio e nos permita seguir a estrela e mantenha o brilho da luz em  todos os corações por todo o ano 2013!

Festas Felizes

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Natal

Na distância há cidades iluminadas
E chaminés fumegantes
Fazendo sentir lareiras de calor e de luz
Envoltas em conversas animadas e risos de crianças felizes
A mesa repleta sacia estômagos e faz transbordar corações.

Pelas ruas escuras da noite negra e sombria
Do frio e da ausência de brilho
Soam passos hesitantes que suportam o peso da vida,
Num mundo de valores perdidos e vencidos
Pelo egoísmo de quem já se esqueceu.

Deixam rastos no caminhar do tempo
São órfãos do amor que vagueiam por aí
Sem sentido nem sentindo a imensidão da dor
Apenas para os que sentem com o coração
Existe Natal



Foto: Mafaldinha

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Sonhos de abóbora de Natal

Quando deixamos que o espírito de Natal envolva o nosso coração tudo se torna mais suave e mais belo! Feliz Natal!

Por agora lembrei-me de partilhar uma receita que gosto muito de fazer pois que me traz antigas e muito queridas recordações da minha avó paterna.
É uma receita fácil e geralmente todos os que provam apreciam muito.
Dedico-a a alguém muito especial que sei adoraria poder provar o primeiro que eu cozinhasse, apreciando-o se estivesse verdadeiramente bom e criticando se de algum ingrediente carecesse.
Em sonhos provará de todos os sonhos que o sonho nos permitir.





1 kg de abóbora cozida e escorrida
3 ovos
300 gr de farinha
5 colheres de sopa de açucar
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de sopa de aguardente
Raspa de uma laranja

1.Cozer a abóbora. Deixar escorrer bem (deixo de um dia para o outro).

2.Com as mãos desfazer a abóbora e juntam-se os ovos que devem ser bem batidos à parte.

3.De seguida o açucar, a farinha e o fermento.

4.Por fim a raspa de laranja e a aguardente




A massa não deve ficar muito mole. se estiver deve juntar mais um pouco de farinha.
Eu amasso tudo com as mãos, da forma que se amassava o pão antigamente.
Frita-se em óleo bem quente, colocando a massa no óleo com uma colher.
Depois de fritos e ainda quentes, passam-se por açucar e canela.

Bom apetite!


Foto:Mafaldinha