terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O Nascimento


 Aí vem a estrela! Aí vem, sobre a montanha,
Rompendo a sombra etérea do crepúsculo!
A paisagem tornou-se mais estranha,
Mais cheia de silêncio e de mistério!...
Dormem ainda as árvores e os homens,
E dorme, em alto ramo, a cotovia…
E, se ergue já seu canto, é porque sonha
julga ver, sonhando, a luz do dia!
E, pelos negros píncaros, a estrela
É divino sorriso alumiante.
Oh, que esplendor! Que formosura aquela!
É lírio de oiro aberto! É rosa a arder!
Aí vem a estrela! Aí vem, sobre a montanha,
Tão virginal, tão nova, que parece
Sair das mãos de Deus, a vez primeira!
E como, sobre os montes, resplandece!


  in, Teixeira de Pascoaes (1877-1952)









http://www.youtube.com/watch?v=mN7LW0Y00kE

 

domingo, 13 de dezembro de 2015

Nem pensar!
Hoje não contes comigo.
Sabes que o descanso é necessário.
Quando a generosidade excede o limite do razoável,
A virtude transforma-se em piedade, que nem sempre é piedosa.
O equilíbrio, entre o sim e o não geram bondade e retidão.
 Mas participas, não?!
 Sim, talvez ponha em prática,
 E comprove filosoficamente, o ciclo da vida.
 Crescer é delinear fronteiras e olhar à sua volta.
 Manifestar de forma bem clara e distinta o equilíbrio da sabedoria!

Desafio RS 32 - A arte de dizer não


https://youtu.be/9KxzuY0fJ-s

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015


Ao chegar a casa sinto o calor que vem da cozinha. Visto a bata e na pressa deixo cair o cinto.
Da rua chega o som da cantata natalícia, que tanto encanta a pacata vila.
As horas correm e pressinto que não terei tempo para o puré de batata, jantar de uma família faminta.
Encanta-me a serenata que vou ouvindo. Finto o tempo enquanto preparo a gulosa travessa de batatada.
Como por instinto, chegam todos em simultâneo.
 
Desafio 101 - derivando das palavras batata e pressinto
publicado em historiasem77palavras.blogspot.PT
 
 
@maçadejunho
 
 

domingo, 6 de dezembro de 2015

Humildade

A humildade é uma das virtudes que a economia e as grandes empresas não amam, embora tenham uma necessidade vital dela. A nossa cultura, cada vez mais modelada por valores mercantis, não consegue ver a beleza e o valor da humildade, que assim é humilhada.
As virtudes praticadas e alimentadas pelas grandes empresas e organizações alimentam-se, de facto, pela anti-humildade. Para fazer carreira e ser valorizados é preciso ostentar os próprios méritos, mostrar mentalidade e atitudes “vencedoras”, ser mais ambiciosos que os outros colegas concorrentes. É preciso procurar e desejar o que se encontra no alto e fugir do baixo, onde está a terra, o "humus", a "humilitas".
O nosso tempo não é um tempo humilde. As gerações passadas e as que estão a desaparecer conheciam e reconheciam muito bem a humildade. Aprenderam a descobri-la escondida na terra, experimentando os limites que só o faz verdadeiramente quem conhece a terra com as mãos. Era tocando os tijolos, a madeira, as ferramentas duras do trabalho, as roupas pobres, o alimento escasso, as máquinas nas fábricas e nas oficinas, que se descobria a terra, e, dialogando com ela, se aprendiam as artes e a arte de viver. A cultura das gerações que conheceram as grandes guerras e os holocaustos, conseguindo salvar a fé em Deus e no homem, era uma cultura humilde, porque aqueles homens e aquelas mulheres amavam, apreciavam, premiavam a humildade.
A humildade era a virtude da vida adulta. As crianças e os jovens não são humilhados com o objetivo de os tornar humildes. A humilhação provocada pelos outros não produz humildade mas inúmeras doenças de carácter. A única humilhação boa é a que nos chega da vida, sem que ninguém as procure intencionalmente. Preparam-se as crianças e os jovens para a humildade pondo-os em contacto com a beleza, com a arte, com a natureza, com a espiritualidade, com a poesia, com as fábulas, com a grande literatura.
É encontrando o infinito que nos descobrimos finitos, mas habitados por um sopro de eternidade, e quando a experiência de tocar o infinito é acompanhada pelas expressões mais altas do humano, a finitude não esmaga, mas eleva; o limite não mortifica, mas faz viver. Quando elevamos os olhos e sentimos o céu “infinito e imortal”, forma-se em nós o terreno onde a humildade pode desabrochar.
A humildade, portanto, forma-se na relação com os pares: na comparação com os companheiros, com os irmãos e as irmãs. A redução do número e da biodiversidade dos companheiros das nossas crianças, substituídos por encontros “funcionais” (piscina, música…) e, sobretudo, por muitas relações “omnipotentes” com as máquinas ("tv", "smartphone", tablet…) modifica e reduz, inevitavelmente, as ocasiões para as boas experiências dos limites e, por isso, ameaça o desenvolvimento da humildade.
Um encontro essencial para o nascimento da humildade é com a morte e a doença, a partir dos primeiros anos de vida. Esconder às crianças a visão dos avós e dos familiares mortos, não levar os meninos aos funerais e a visitar os familiares e amigos doentes, afasta e complica o encontro com a lei da terra e não favorece a maturação da humildade. Uma educação sem limites não pode educar à humildade.
Muitos idosos e velhos são testemunhas e mestres da humildade, porque a vida teve o tempo necessário para os tornar humildes. Nas civilizações anteriores à nossa, a sua presença era essencial também pelo magistério de humildade que exerciam. A distância da primeira terra que os tinha gerado e a proximidade da segunda que os esperava oferecia uma perspetiva diferente e co existencial acerca da vida, que podia ser oferecida a todos. Também por esta razão, o mundo dos grandes negócios, construído sobre registos psicológicos adolescentes e juvenis (daí o grande uso de metáforas desportivas, quase todas impróprias) não conhece nem compreende a humildade.
Na humildade vê-se na sua expressão máxima, uma lei universal que encontramos no coração de muitas virtudes e de outras grandes coisas da vida: tornamo-nos humildes sem nos darmos conta. A humildade chega enquanto procuramos outra coisa: a justiça, a verdade, a honestidade, a lealdade, o amor. Não pode ser programada, não pode ser desejada, estimada, esperada como oferta da vida. E esperando-a, mais tarde ou mais cedo, chega, surpreendendo-nos. E, frequentemente, chega nos momentos de maior debilidade, após um falhanço, um abandono, um luto, quando de dentro de humilhação floresce a humildade. O amor à humildade está na base de qualquer vida boa, porque permite não se apropriar das próprias virtudes e dos dons recebidos.
A humildade é uma virtude indescritível e é radicalmente relacional: são apenas os outros que podem e devem reconhecer a nossa humildade, e nós a deles, num jogo de reciprocidade que constitui a gramática da boa vida civil. É invisível, mas realíssima, e sabemos reconhecê-la – mesmo que não sejamos bastante humildes, mesmo que não o consigamos totalmente, mas desejamos sê-lo: desejo de humildade já é humildade.
Os seus frutos são inconfundíveis. O primeiro é a gratidão sincera em relação à vida, aos outros, aos próprios pais, que nasce da consciência que os meus talentos, os meus méritos, a minha beleza, são dom, "charis", graça. A humildade é reconhecer a verdade acerca do mundo e da vida. Nasce naturalmente, é uma ação da alma, não requer esforços da vontade; é o reconhecimento de quanto emerge um dia como evidente. Compreende-se que, nas coisas mais bonitas e grandes, a nossa parte é muito pequena, ínfima, porque o que somos e possuímos, recebemo-lo simplesmente da generosidade da vida. Tudo é graça. Mas, para chegar a este ato natural e radical de gratidão, é necessário um exercício ético de amor à verdade, que dura toda a existência adulta, e termina – com aquele último ato de gratidão – quando nos despedimos, sempre gratos e, finalmente, humildes, deste mundo. A humildade, então, não é senão o acesso a uma verdade mais profunda. Por isso é um dom imenso.
O humilde é sempre grato. Os seus “obrigado”, raros porque preciosos, nascem da consciência da beleza e da bondade de quem vive à sua volta – é uma beleza mais profunda e mais verdadeira das pessoas e do mundo, que somente se revela aos humildes. E só o humilde sabe rezar.
Um segundo sinal da sua presença é a capacidade de dizer “desculpa” e “perdoa-me”. Existem conflitos que não saram porque cada um está pessoalmente convencido de estar totalmente do lado da razão e, assim, espera que o outro lhe peça desculpa. Mas, porque a certeza da razão é recíproca, ficam-se bloqueados em armadilhas relacionais que acabam por engolir famílias, amizades, comunidades, empresas e, por vezes, povos inteiros.
Para sair destas armadilhas é preciso, pelo menos, uma pessoa humilde, capaz de pedir desculpa, mesmo quando pensa não ser responsável pelo conflito – e, por vezes, é verdade. Dá o primeiro passo para a reconciliação porque lhe interessa reconstruir a relação doente, mesmo antes de ver apuradas as responsabilidades e as culpas dos vários sujeitos envolvidos. Porque sabe que só depois de ter recomposto a relação será possível e fundamental reconstruir também a teia das responsabilidades pelos factos ocorridos.
Pronunciar estas “desculpa” e “perdoa-me” é particularmente difícil e, por isso, muito precioso nas relações hierárquicas. É difícil dizer, com humildade, “desculpa” a um superior; é muito mais simples não dizer nada, ou dizê-lo por medo ou oportunismo. Mas é ainda mais difícil para um diretor pedir desculpa a um seu subordinado. Nenhum regulamento empresarial e nenhum código ético o exigem. Mas poucas palavras como um “perdoa-me”, dito por um gerente a um trabalhador do seu grupo, dá qualidade ética e humana a todo o grupo de trabalho. São estas palavras que criam espírito de solidariedade e até mesmo de fraternidade nas equipas de trabalho, que consegue dar tudo nos momentos de dificuldade apenas se, e quando, os seus membros sentem partilhar todos o mesmo destino, de serem iguais, independentemente das diferenças salariais e de responsabilidade.
Um “obrigado” e um “desculpa” sinceros e humildes, ditos por um chefe, geram mais espírito de grupo que centenas de discursos de “team building” (formação de um grupo de trabalho) que, na ausência destas palavras profundas, acabam por se assemelhar muito aos jogos dos nossos filhos pré-adolescentes.
Porém, a humildade, como outras grandes palavras da vida, torna-nos mais fortes e resistentes quando nos torna mais vulneráveis. Agradecer e pedir desculpa na verdade torna os chefes e dirigentes mais frágeis, num mundo onde a invulnerabilidade é o primeiro valor. É como mostrar uma ferida, própria e do outro, para querer curá-la. Mas estas feridas, no registo varonil das relações da empresa, não têm sentido nem espaço. E, assim, não curam, são escondidas, infetam-se e intoxicam todo o corpo.
O mundo empresarial ocidental sofre duma grave indigência de novas classes dirigentes porque nos falta tremendamente uma cultura de humildade, apagada das praxis e ideologias inspiradas na anti-humildade, onde o humilde é apenas um “perdedor”.
A primeira lição dos cursos de liderança deveria ser sobre a humildade. Uma lição que falta por toda a parte, por carência de professores e porque a humildade não pode ser ensinada nas escolas de negócios; mas, sobretudo, falta porque se se começasse a louvar a humildade e as suas irmãs (a mansidão, a misericórdia, a generosidade…) toda a cultura da liderança, com as suas técnicas, seria totalmente invertida. A humildade educa ao seguimento. Um responsável que não tenha sido formado no seguimento – dos outros, de qualquer outro, dos pobres, da parte melhor e mais autêntica de si – nunca será um bom guia, um líder.
O valor de toda uma existência mede-se pela humildade que se conseguiu gerar. A humildade é fundamental para viver e resistir durante as grandes provas. Quando a vida nos faz cair e tocamos a terra (húmus), não nos faz muito mal e conseguimos erguer-nos se aprendemos a conhecer a terra e tornamo-nos seus amigos. Sem humildade, não se consegue nenhuma excelência humana, não se aprende bem nenhuma profissão, não se torna verdadeiramente adulto. É a última palavra de cada Cântico das criaturas.
 
Luigino Bruni
In
"Avvenire"
Trad.: José Alberto BF, P. António Antão
Publicado em 06.12.2015

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Como salvar uma mulher

«Quando Eros se deita comigo e não se satisfazendo com o toque, penetra-me.
Esses são dias de arco-íris e expansão, sorrisos criativos, inteira liberdade, fogo apaixonado.
Dias em que se sente a vida a vibrar a cada instante, a manifestar a magia.»

Esta frase não é minha, mas podia ser. Talvez não o soubesse expressar com tanta candura, nem tanta simplicidade. Há dias em que a vida vibra mais insistentemente, como hoje. Há dias em que a magia é maior. Há dias em que tudo acontece com maior naturalidade. Assim poderia ser sempre.

Como escreveu Miguel Torga: (...) se um homem tocar uma mulher, sente pecado; se uma mulher se sentir tocada, sente-se salva. in Diário XIII

@Maça de junho

 

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

O paradoxo do salazar

Era uma cozinha gourmet. Em cada potinho um condimento, em cada gaveta um utensílio, talheres por tamanho e por função, tesouras a um lado, colheres de pau no outro. Todos se conheciam, mas nunca falavam. Por vezes juntavam-se na pia, mergulhados na água onde quase se sentiam afogados. Um dia, o salazar achou que já era tempo de fazer alguma coisa e aproveitando a folga, escreveu um manifesto exigindo liberdade, direitos e garantias.  Partiam para a greve!

Desafio escritiva nº2, (greve na cozinha) publicado em 77palavras.blogspot.pt
Nota: salazar é um utensílio culinário, espátula.














Enquanto escrevo, enquanto me divirto com as palavras, vou ouvindo: https://youtu.be/mYYDdn1rRKs





domingo, 22 de novembro de 2015

E se a amizade fosse táxi

A amizade é assim como algo que se semeia e se vai colhendo. E quanto mais colhemos, mais floresce. É tão bom sentir a amizade verdadeira. Aquela que nos diz exatamente o que somos, o que fazemos e continua a crescer. Hoje naqueles breves minutos foi assim. Bebi um cálice de amizade contigo. Sorrimos, sentimos a presença do outro. O resto da sala não teve importância.
Talvez não te tenha dito o elogio que precisavas, talvez não tenha dito as palavras certas que gostavas mais de ouvir. Mas tudo o que disse era verdadeiro, como verdadeiro o olhar cristalino que te guardou.
Tu também não me disseste coisas bonitas que eu gostaria de ouvir da tua boca. Não era preciso. Disseste o que sentias. Sim, eu sei que gostarias de me ver mais bonita. Mas podes ficar com a certeza de que fiquei mais bonita depois de te ver e de beber dos teus olhos a beleza que transportas contigo e de sorver a inteligência e sabedoria que colocas nas palavras. Saí mais bonita e mais rica. Como sempre, aliás. Porque a amizade cura a alma, ilumina quem a recebe e alimenta o coração. Saí saciada de ti.  Contigo não sei o que se passou. Vi o teu olhar iluminado, um certo enternecimento na voz, o teu ar trocista. Espero que tenhas regressado mais leve. O táxi espera...
 
@Maça de junho
 
 
 




 
 

sábado, 21 de novembro de 2015

Hoje poderia ser assim ou não...

Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.
Cecília Meireles.







https://www.youtube.com/watch?v=wuz2ILq4UeA

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Manuel António Pina



Nasceu no Sabugal no dia 18 de Novembro 1943 e terminou os seus dias no Porto a 19 outubro de 2012

«Amor como em casa
Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que ...
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa.»

Manuel António Pina, in "Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde

sábado, 14 de novembro de 2015

O jogo


Fazer um furo. Paciência! Saiu-lhe mal. Hora de ter juízo, que a maçaneta parecia porcelana. Não teria problemas se usasse martelo, em vez de massacrar a parede. O pai é que não iria rir, quando descobrisse o estado do bispo. Mais peso só uma pedra. De feitio torcido, imaginava o conteúdo da caixa. O irmão, palerma, é que estragou tudo, com o livro novo, atrás do qual se escondeu quando o pai perguntou pelo tabuleiro de xadrez.
 
Desafio RS 31 - furo, juízo, maçaneta, problemas, massacrar, bispo, peso, pedra, torcido, conteúdo, palerma, livro, escondeu
Com as palavras impostas e pela ordem que foram indicadas, fazer um texto em 77 palavras.
publicado em históriasem77palavras.blogspot.com
 @Maça de junho
 
 



 

sábado, 7 de novembro de 2015

O meu reino por um governo

Preciso fazer um ponto da situação para memória futura e porque a minha memória anda desmemoriada, acho!
A grande maioria de esquerda acordou quanto ao programa de governo do PS, mais coisa, menos coisa. Mas pretende deixar-nos a dormir. Senão vejamos:
Há um acordo PS e PCP
Há um acordo PS e PEV
Há um acordo PS e BE...
Até aqui parece que estamos todos também de acordo.
Mas não sei se há acordo entre PCP e BE, nem BE e PEV, nem PEV e PCP. Que também daria jeito, digo eu, que nem sei muito bem que dizer...
Tudo isto é muito interessante, é um passo para o homem e outro para a humanidade do PCP, bem sabemos.
Também sabemos, que tudo isto que foi acordado (o rol é grande, e para não me alongar, dada a hora, quem quiser saber mais leia o programa de governo do PS) vai precisar de um orçamento de estado, que pelo que vou entendendo será a equipa do Costa a tratar disto. Mas este dito OE vai ser também ele objeto de acordo entre aquelas siglas que usei acima, ou não? Ajudem-me que agora começo a não perceber muito bem.
Mas se bem entendo, o famigerado OE vai andar também ele a correr Seca e Meca até haver fumo branco, não?
Ok. E vamos supor também que vai ser tudo porreiro e tal, e que as contas tirando a prova dos nove dão todas certinhas. De seguida terá que ir dar um giro ao eixo franco-alemão e passar pela calculadora da dona Merkel. A senhora e aqueles senhores com nomes estranhos que também usam uma sigla, para se poder pronunciar, mesmo nos dias em que comemos uma bola de berlim, certamente não vão perceber as contas. E depois como será? Devolvem o documento com o carimbo de: façam constar os pontos do acordo com o eurogrupo, (nem sei quem são estes. Acho que são uma espécie de autocratas da europa), senão o Banco Central e restantes entidades financiadoras do retangulo à beira mar plantado terão que intervir. Nesta altura o Cavaco já estará reformado para ficar com as culpas de que afinal não tinha visão, e tal, e que não deveria ter dado posse, nem poderes a esta gentinha e que afinal a culpa disto é dele como se estava mesmo a ver...

Um dia algum dos nossos netos que seja dramaturgo escreverá uma peça sobre tudo isto, o nome será "o meu reino por um governo" ag

@Maça de junho

https://www.youtube.com/watch?v=LDKvkGnaEz8



 

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Era uma vez...


Era uma vez há muito, muito tempo uma mãe cheia de medos e de angústias perante a educação a dar ao seu filhinho muito pequenino. Como fonte de inspiração e de preparação lia avidamente todas as publicações sobre a infância, a educação e o ser mãe. Um dia encontrou um desafio publicado na Pais e Filhos e a partir desse dia novos desafios se foram abrindo. Primeiro, muito timidamente, depois cheia de coragem em todos se escreveu…
 
é o desafio nº100 publicado em
historiasem77palavras.blogspot.com
 
 
 Porque ser mãe é não ter estação e viver num apeadeiro, é ser sublime sem mostrar o jeito.